Temores…

Bom dia!!!
11/03/2016
“Em Deus, cuja palavra eu louvo, em Deus eu confio e não temerei. Que poderá fazer-me o simples mortal?” (‭‭Salmos‬ ‭56:4‬ ‭NVI‬‬)
Como é difícil lembrar desse versículo e colocar em prática essa fé. Há momentos em que o simples mortal parece um monstro poderoso que nos arrasará. Se assim não fosse, o que explica momentos de angústia e momentos de ansiedade diante de situações que nos paralisam? Vivemos entre pessoas e sabemos o que pessoas são capazes de fazer, afinal, somos uma pessoa e temos desejos ruins também. Nós podemos não praticar o mal de maneira cruel, intensa, mas não garantimos o limite daqueles com quem dividimos o ar que respiramos. Há os que matam, literalmente, os que trapaceiam, que prejudicam com calúnias, que planejam e executam o mal. Sim, o homem traz em si um lado fera, bestial, mesmo que não apareça, isso habita em todos nós. Então, como não temer essa ação? Como descansar com essa pressão maligna?
Destaco no versículo acima o trecho “cuja palavra eu louvo”. Todos precisamos conhecer as historias que a palavra nos apresenta. São exemplos de como nós, homens mortais, agimos, e como Deus fortalece e defende os que nele esperam. Enquanto meditava nesse texto lembrei-me de muitas passagens. Começaria em Caim e Abel, a história não terminou bem, foi a primeira história que mostrou o mal exercendo sua função de destruir. Mas temos no livro de Daniel homens criando leis para prejudicar os que parecem diferentes. Daniel e seus amigos foram perseguidos por inveja, por capricho. Um foi jogado a cova dos leões por simplesmente orar em seu quarto 3 vezes ao dia. Deus o livrou dentro da cova. Os demais foram jogados na fornalha por não se curvar a estátua do rei. O fogo não os queimou. Nada fácil de viver. Em ambos os casos eles passaram pela situação impossível de viver, mas foi na experiência que viveram o milagre. Podemos lembrar do nascimento de Moisés, de Jesus, quando o mortal ordena que matem as crianças, mas Deus os livrou do mal. Em atos, cadeias se abrem, mas os discípulos foram presos e depois viveram o milagre de portas se abrir. Há livramento da mão do maligno, mas não que o maligno venha a nós. Como temos fortalecido nossa fé?
Amados, todos vivemos dias de angústia e medo. É parte da vida. Mas nem todos nós temos vigiado e deixado a palavra nos transformar. Deus fala conosco de diferentes maneiras, mas a palavra escrita é a que mais nos coloca em contato com quem Deus é. Confiamos em sua palavra? Quão profundamente ela tem estado em nós? Maior é aquele que habita em nós, diz a palavra, mas quem verdadeiramente habita em nosso interior? Há mais medo ou mais fé? Há mais segurança em Deus ou temor pelo que o homem é capaz de fazer? Seja qual for a proporção que habita seu interior, todos os dias podemos aumentar a quantidade de referências do quanto Deus nos ama e o quanto se importa com cada fio de cabelo que cai de nossa cabeça. Ouça mais suas promessas e menos as promessas humanas. Espere mais do que Deus pode te ensinar e te dar do que o que os homens podem fazer, de bem ou mal. Que maior seja a presença do Espírito Santo de Deus em seu coração e mente do que a esperança em um mortal qualquer, por maior poder que tenha nessa terra. 
Forte abraço,
Marta Gomes
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Criança…

Bom dia!!! Criança…
19/03/2016

“Lembre-se do seu Criador nos dias da sua juventude, antes que venham os dias difíceis e se aproximem os anos em que você dirá: “Não tenho satisfação neles”;” Eclesiastes‬ ‭12:1‬ ‭NVI

Juventude… De maneiras diferentes, em etapas diferentes, todos nós olhamos para momentos da vida com a sensação de que esses dias deveriam ter se fixado, deveriam voltar ou que a imagem deveria ser resgatada. Alguns de nós tenta manter a sensação da juventude no visual, seja com roupas, objetos ou com maquiagens. Plásticas, alimentação, exercícios se somam na busca de manter o vigor para que pare o tempo, que torne eterno algo que deve ser bom: viver! Mas se deve ser bom, que sentido tem o sofrimento vivido ao correr atrás de algo que passou? E hoje? O que se passa na vida que se abre mão, sem perceber, para ir atrás do que já foi? Sim, pense, o que na vida nos faz querer manter a imagem de juventude?

Certo dia desses, conversando com alguém, me veio uma metáfora de que a vida seria com um pêndulo que deve oscilar entre a infância e a velhice. Fiquei a pensar que nascemos crianças, nem nos damos conta disso. À medida que crescemos, ainda crianças, queremos ser adultos logo. Puxa vida, como é celebrado cada pequeno gesto que nos torna semelhantes a adultos… Crianças de 4 ou 5 anos chegam a usar a expressão: “quando eu era criança” ou “quando eu era mais pequeno”. Frases como essas parecem ter sentido apenas na nostalgia do adulto pelas diferentes fases que se passaram. Ah, nós humanos… queremos crescer e depois queremos voltar no tempo. Que inconstância! Mas Jesus nos disse algo estranho nesse contexto: “Eu asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus.” (‭‭Mateus‬ ‭18:3‬ ‭NVI‬‬). Afinal, o que é ser como crianças?

Amados, volto a idéia do pêndulo. Na infância podemos encontrar o que faz a vida ser mais bela: sonhos! Na criança podemos enxergar aspectos do Reino de Deus em ação. Mas, ao olhar para a velhice, tenderemos encontrar a imagem do fim, da ausência dos sonhos, da morte, algo sem esperança. Fiquei a pensar que se conseguirmos envelhecer em contato com nossa criança interna, poderemos ampliar nossa vitalidade. Viver é manter o pêndulo oscilando entre a criança que habita em nós e a maturidade que adquirimos como os anos. Portanto, lembrar do criador na mocidade é estar aberto as experiências de vida que só Deus pode nos dá, que só a criança se abrirá para viver, de maneira livre, inteira, sem os medos e resistências que a vida apresentará. E os maus dias? Bom, já não ocuparão tanto nosso interior, mas poderemos nos tornar uma fonte de vida a jorrar fé e esperança. Mantenhamos o pêndulo em movimento, desfrutemos da leveza da criança e partilhemos experiências uns com os outros, animando a fé que Deus tem derramado em nossos corações.

Forte abraço,

Marta Gomes

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Enviado do meu iPad

Socorro

Bom dia!!! 

Socorro…

27/03/2015

“Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo”. (‭Apocalipse‬ ‭3‬:‭20‬ NVI)

Travessias de deserto precisam de oásis. Amigos podem ser oásis de Deus. Ao longo da vida, muitos serão e são os desertos que atravessamos. Quantas situações nos dão a sensação de que não haverá saída, de que não suportaremos a travessia. Há referências sobre essa experiência em poesias, filmes e músicas, como essa que cito um trecho: 

“O deserto que atravessei

Ninguém me viu passar

Estranha e só

Nem pude ver que o céu é maior” – Catedral (Zélia Ducan)

Cada deserto propõe uma fase, etapa, momento que precisamos atravessar para chegar a novos lugares, patamares ou conclusão de ciclos. Um deserto bem famoso é o que Jesus atravessou em jejum, para no final de 40 dias enfrentar o diabo. Para muita gente passa desapercebido que ele não foi para lá acidentalmente, mas guiado pelo Espírito Santo de Deus. “Então Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo Diabo”. (‭Mateus‬ ‭4‬:‭1‬ NVI). Após vencer o diabo ele iniciou seu ministério de apresentar o Reino de Deus a nós. Foi batizado e guiado ao deserto. E nós? Que deserto estamos atravessando? Por que nos sentimos tão sozinhos nessa travessia?

Ao ler o versículo de hoje percebi que não se restringe apenas ao encontro inicial com Jesus, quando começamos a caminhada da salvação de nossas almas. Percebi que diariamente Ele está a porta de nossos corações, batendo, insistindo em nos lembrar que não estamos sós. Fortalecendo essa ideia lembro-me de outro versículo “Como está escrito: “Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro”. (‭Romanos‬ ‭8‬:‭36‬ NVI). Essa citação se refere ao salmo 44:22, mas aqui em romanos Paulo acrescenta a presença do amor de Jesus Cristo, que antes não estava revelado. Associo ainda a promessa de que as misericórdias de Deus se renovam a cada manhã. Portanto, entendo que no renovar das misericórdias, Deus não desiste de nós e bate a porta na esperança de que alguém ouça sua voz. Veja que a promessa é que se abrirmos nosso coração, nossa razão, nossas certezas, poderemos encontrar saídas que não podíamos imaginar. Assim entendo o banquete, o criar com Ele e Ele conosco. Quantas coisas Deus tem reservado para cada um de nós?

Queridos, hoje é o dia, hoje é o tempo de começarmos a desfrutar desse banquete da presença de Cristo em nós, da presença de seu santo Espirito em nós. Porque seguir no deserto como vítimas sofredoras se podemos nos refrescar e nos fortalecer? Veja que Jesus, ao final de quarenta dias estava fortalecido e convicto que Deus o amava e não precisava ceder as tentações que lhe foram oferecidas. Mais importante que aquilo que nos tenta diariamente (de bom ou ruim como nossas explosões emocionais, por exemplo) acredito que seja o conhecimento de quem nos ama e como isso pode nos fortalecer. Abra-se agora é desfrute da força do amor de Deus. Supere o final do deserto e viva o socorro que te guiará para um novo tempo. 

Forte abraço,

Marta Gomes 

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Muitos…

Bom dia!!! Muitos…

07/03/2015

Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus“. (‭2 Coríntios‬ ‭5‬:‭21‬ NVI)

Esse versículo me leva a refletir sobre religião. Inicialmente, prática-la, deveria nos conduzir para estar em comunhão com Deus, nos conduzindo a consciência dos nossos limites, de nosso lado espiritual e nos ajudando a nos desenvolver. Infelizmente, em muitos casos, tem se tornado uma união de humanos e suas distorções. Isso ocorre exatamente por acabar se transformando em um reflexo natural de quem está a frente, seja de que grupo for. Somos todos humanos, cheios de necessidades e falhas, nos refletindo uns nós outros. Ora esse reflexo pode ser das partes boas (sim, nós as temos), mas ora refletimos o que temos de pior. Muito triste. Acabamos por nos afastar de Deus e nos unir ainda mais a quem somos originalmente. (‭João‬ ‭10‬:‭11-13‬ NVI)

O texto acima fala da entrega de Jesus, o filho único de Deus, que possui a natureza de Deus (João 3:16) com o propósito de sermos a justiça de Deus. Mas veja que o envio desse filho foi cheio de detalhes. Diz que tornou-se pecado aquele que não tinha, isso é, a natureza divina se submeteu a tornar-se natureza humana. Jesus sentiu em sua existência entre nós, ao se tornar carne, todas as nossas mazelas, paixões e tentações, amor e ódio passaram por ele. Essa foi a condição. A diferença foi a maneira como ele resistiu. Ele estava sempre em comunhão com Deus. Os evangelhos relatam que ele orava, se retirava para orar, e nos momentos mais críticos, clamava onde estava, isto é, orava mais intensamente. Ele demonstrou o caminho para nos religar a Deus. Não apenas isso, mas ele se fez caminho com sua morte e ressurreição. Cumpriu-se o propósito de sua vinda: nos possibilitou ampliar nossa natureza humana, limitada a pecados e tentações, para nós tornarmos filhos. “Nele estava a vida, e esta era a luz dos homens. Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus”. (‭João‬ ‭1‬:‭4, 12-13‬ NVI)

Todas as vezes que um de nós ouve sua voz, clama por sua presença e se entrega para o processo de ser filho, torna-se templo do Espírito Santo, torna-se assim justiça de Deus, não em nome de Deus, mas o próprio Deus agindo no mundo através de nós. Isso não quer dizer necessariamente uma missão longe, mas uma missão sempre. Reflita: no mundo atual, gentileza, respeito, cuidados se tornaram milagre! Cada mesa posta, cada licença doada, cada olhar e sorriso partilhados se tornam Deus agindo e salvando alguém do desespero e da morte. Está em nós o encontro e o reflexo de sermos filhos de Deus, justiça de Deus, não pelo juízo que condena, mas pela atitude que salva. A justiça está no resgate do que se perdeu, e não na condenação de quem não pode se salvar. “Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele. (‭João‬ ‭3‬:‭17‬ NVI). Falemos mais do amor e menos do juízo, afinal, esse está reservado para Deus realizar no fim. Quem se importa em condenar no agora é nossa carne desesperada (Gálatas 5:18-21) e o próprio acusador, tradução de Satanás ou diabo. Sejamos filhos do Pai e reflitamos seu amor estendendo a mão a todo aquele que pudermos. Deixemos de ser únicos e nós tornemos comunhão, partilha, afinal, somos hoje muitos filhos.

Forte abraço,

Marta Gomes

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Descanso…

Bom dia!!!
Descanso…
13/02/2015

“Nada, em toda a criação, está oculto aos olhos de Deus. Tudo está descoberto e exposto diante dos olhos daquele a quem havemos de prestar contas”. (‭Hebreus‬ ‭4‬:‭13‬ NVI)

Para mim, um dos maiores desafios que vivo, com o passar dos anos, com a chegada de mais e mais responsabilidade, é o descanso. Iniciei esse texto ã uma semana, mas só hoje pude terminá-lo. Na ocasião, ao abrir a bíblia no iPad, me deparei com o título desse capítulo 4 do livro aos Hebreus: “Um descanso sabático para o povo de Deus“. Imediatamente me recordei da palavra que ouvi na virada desse ano sobre um ano sabático. Não é um tempo sem fazer nada, mas um tempo em que precisaremos parar para alinhar nossas diretrizes com o trabalho de Deus. Somos fruto do trabalho final de Deus, que nos fez no sexto dia, após cinco dias de realizações, antes de seu descanso. A conclusão é que Deus já havia realizado muitas coisas quando nos colocou em sua obra. Diariamente ele tem trabalhado enquanto dormimos, antes mesmo da gente começar nosso dia. Portanto, sabático seria um tempo em que paramos para nos alinhar com o que Deus já está fazendo, antes mesmo de começarmos a realizar algo.

No versículo de hoje há uma afirmação importante: “Nada, em toda a criação, está oculto aos olhos de Deus“. Essa referência torna-se importante quando nos deparamos com situações que não conseguimos entender. Quantos porquês encontramos? Quantas coisas nos incomodam ou mesmo nos indigna pelo nível de complexidade envolvida? Quantas angústias e aflições nos sobrevêm quando nos sentimos sem saída, sem futuro, sem aparentes caminhos a seguir? Exatamente ai que esse versículo ganha valor para mim. Há um Deus e nada escapa de seu conhecimento. Ainda que muitas coisas não sejam fruto de sua vontade, pois muitas são resultado de nossos atos e escolhas, ele sabe e pode nos auxiliar a superar o que encontramos. O que nos falta muitas vezes é exatamente descansar na direção de Deus, ao invés de agir como crianças que desconhecem os porquês e se agitam de maneira incerta, como quem já sabe tudo, incluindo o futuro.

Meditando nesse trecho percebi que o que nos falta é reconhecer que temos sim um intercessor que está junto ao Pai e se importa conosco. Quantas vezes nos encontramos tão agitados que nem percebemos que a saída, que a resposta, que o suprimento está diante de nossos olhos e não conseguimos perceber? Veja o que diz outro trecho desse capítulo: “Assim, ainda resta um descanso sabático para o povo de Deus; pois todo aquele que entra no descanso de Deus também descansa das suas obras, como Deus descansou das suas. Portanto, esforcemo-nos por entrar nesse descanso, para que ninguém venha a cair, seguindo aquele exemplo de desobediência“. (‭Hebreus‬ ‭4‬:‭9-11‬ NVI).

Esse versículo nos ensina a colocar limites em nossas tarefas, pois há coisas que dependem de nós, mas há coisas que precisaremos esperar a providência divina. Veja novamente que “aquele que entra no descanso de Deus também descansa das suas obras…”. Aproveitemos o feriado para rever nosso padrão de agitação e organizar se tudo que temos feito, nos dedicado muito. Será que tudo necessita mesmo de toda nossa dedicação e entrega? Aproveitemos para rever Eclesiastes 3. O capítulo inteiro é precioso, mas veja esse destaque:”Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu. (‭‬3‬:‭1‬ NVI) e ainda “Descobri também que poder comer, beber e ser recompensado pelo seu trabalho é um presente de Deus“. (‭‬ 3‬:‭13‬ NVI). Portanto, descansemos em Deus e busquemos sua presença, pois assim entenderemos o que é a paz reservada para todos aqueles que o buscam, mesmo que os dias sejam agitados.

Forte abraço,

Marta Gomes

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